A conexão da moda com o live commerce

(Matéria)


A moda é feita por imagens e é inegável que os cliques e produções nas revistas e editoriais são excelentes canais de comunicação da mesma forma que um visual merchandising bem aplicado em uma loja funciona como grande impulsionador de vendas.

Com o surgimento das redes sociais e os e-commerces tomando a frente das formas tradicionais de venda é impossível pensar em uma comunicação de moda que não tenha a conexão entre imagem, conteúdo e vendas.

Sim, vendas! Esse é um dos objetivos desde a produção de um produto até chegar ao cliente final. Redes sociais como o Instagram atualmente têm funcionado como um grande veículo de comunicação visual para marcas e pessoas.

Pois bem, imagens bem fotografadas e com uma excelente descrição tem mais chances de "viralizar" do que imagens de baixa qualidade e ausência de informações. Isso tudo aliado a uma gestão de conteúdos de valor agregado para os seguidores dos perfis. Os produtos de moda assim como as nossas diversas interações de compra costumam ser sensoriais e na web o desafio é de ser vendido por meio da imagem estática (fotografia) ou em movimento (vídeos).

Com a pandemia percebemos uma tendência da realização de lives que além de entretenimento tinham como o objetivo o fortalecimento de marca. No entanto, antes mesmo da pandemia o Live commerce, formato de venda por meio da transmissão ao vivo e interação com o consumidor, surgiu na China em meados de 2016 e atualmente tem ganhado o mundo afora. No contexto da moda o boom desse formato ganhou mais visibilidade em 2017.

Na China, por exemplo, o Live commerce movimentou U$63 bilhões no ano de 2019. Segundo o especialista em mercado chinês In Hsieh para que o live commerce se configure como um formato de sucesso é preciso que as marcas estejam atentas para os respectivos pilares: Vídeo, Ao vivo, Interativo, E-commerce, Integração APP e Mobile.

Ainda que em fase embrionária no Brasil um dos cases de destaque é a startup Mimo Live Sales que é considerado uma das precursoras na prestação desse serviço que busca utilizar a tecnologia como meio para a venda e assim criar conexão e experiência de consumo com o público presente nas lives ao mesmo tempo que alia conteúdo e gera monetização.

Quem muito tem levado a público o conhecimento sobre o assunto é a especialista em varejo, Camila Salek, que juntamente com um time de outros experts tem conversado sobre o tema de forma a criar um senso de oportunidade e compreensão para os nossos lojistas brasileiros sobre o potencial de mercado que é o tema do Live commerce.

Se fizermos uma analogia ao formato de venda, o Live commerce seria a atualização das vendas por catálogos virtuais presente nas madrugadas das TVs abertas e a cabo.

A plataforma Mimo oferece um apoio ao lojista para a construção de narrativas e vendas dentro de sua base de forma a conectar marcas com potenciais clientes e assim democratizar o live commerce para todos os grandes e pequenos negócios.

O interessante desse formato de venda com a conexão da moda é dar mais dinâmica e movimento à venda de maneira a criar engajamento, curiosidade e sensação de exclusividade e escassez à medida que se estabelece maior relacionamento e interação entre marcas e consumidores.

A moda tem dentro desse formato um grande nicho a se explorar tendo por prerrogativa de que a performance de vendas pode ser ampliada além da construção de imagens estáticas. É notório que embora comuniquem muito, trazer uma nova experiência de consumo ao mesmo tempo que traga conteúdo e informação de moda é uma possibilidade de se conectar cada vez mais com o consumidor final.

Interessante frisar que na dinâmica de consumo marcas precisam estar antenadas ao zeitgeist (espírito do tempo) e compreender que movimentos, tendências e até mesmo “modinhas” são condizentes ao seu momento de marca e assim traduzir esses símbolos em conexões reais com o cliente, e claro, vendas.

Ainda que seja um universo ainda a ser explorado no Brasil é muito possível que excelentes narrativas de vendas de moda sejam construídas por varejistas dos mais diferenciados tamanhos, seja ele pequeno ou grande. É preciso coragem para ultrapassar o limite da loja física em seu formato tradicional.

Ponto de venda é muito mais do que isso. É a possibilidade de canal de comunicação e experiência com o cliente. A venda é consequência de uma construção narrativa, branding, mix de produtos bem alinhados, estudo de mercado, público-alvo bem definido e outros fatores de gestão aplicados como o resultado de uma equação que busca trazer ao cliente benefícios e serviço ao cliente.

O lucro é a resultante desses fatores e os canais de vendas hoje mais do que nunca estão na palma da mão de qualquer um. Ou seja, 24h é possível se estimular venda ao mesmo tempo que se entretém e informa. A moda tem se beneficiado muito dos canais digitais e por que não explorar o Live commerce como alavancagem de vendas ?

O varejo e a indústria devem funcionar como um grande laboratório de ações e os erros e acertos se dão pela tentativa. O que se busca é reduzir os erros do processo, mas, só se alcança resultados se a zona de conforto é ultrapassada, percebida e a rota dos negócios alterada e monitorada.


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