Seria o fim dos desfiles de moda como conhecemos?

(Matéria)

Os desfiles de moda os quais são conhecido pela maioria das pessoas como um pedaço do mundo glamourizado fashion, tiveram seu início entre 1857 e 1858 com Charles Worth.


Charles foi um costureiro inglês do século XIX, considerado o "pai da alta-costura”. Sua esposa começou a usar as roupas que ele produzia para mostrar as peças para as clientes, antes disso as roupas eram expostas apenas em manequins e cabides. Esse novo modo de exibir as roupas tomou conta das lojas e grandes marcas que começaram a fazer desfiles com várias modelos dentro das próprias lojas, dentre elas Chanel, Dior, entre outras.


Mas foi a estilista inglesa Lady Duff-Gordon, Lucile que começou a se preocupar em fazer os desfiles com hora marcada, enviando convites para outras pessoas além de suas clientes, a cuidar da beleza do local do evento, inseriu a música que era uma orquestra e logo deu o início a essa imagem que temos de desfile hoje como um evento fruto da indústria da moda.

O desfile se popularizou em todo o mundo e é apresentação da ideia criativa de um estila. Esses eventos podem ser também palco de manifestações políticas, um lugar de expressão crítica, mostrando que as roupas são mais que roupas: são um reflexo do que acontece na sociedade e no mundo.

Mas a grande pergunta é: será que os desfiles como conhecemos hoje está chegando ao fim? A apresentação dessas ideias e conceitos seriam feitas de maneira diferente? Como será a adaptação da moda nesse novo mundo pós-pandêmico?O que significaria um ano sem desfiles de moda para a indústria? Em uma matéria para o BOF Vikram Alexei Kansara fala :

“Muitos acreditam que esta hibernação pode proporcionar uma oportunidade para repensar, ou pelo menos optimizar, o sistema tradicional da semana da moda que vêem como antiquado e esbanjador. Alguns sugeriram mesmo que os desfiles de moda sazonais realizados em centros de moda e mercados secundários em todo o mundo poderiam ser substituídos por um modelo olímpico, em que a indústria escolhe um único local para realizar um grande evento global todos os anos, com interacções intermédias a terem lugar digitalmente”.

Isso significa que querendo ou não acontecerão mudanças profundas no sistema de moda e dessa forma muito provavelmente os desfiles acabarão por desempenhar diferente, em uma indústria e uma sociedade que está mudando.


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